O relógio se esconde


As horas demoram muito para passar
E os dias arteiros correm depressa
Tentando talvez nós todos acalmar
Em nossa intimidadora e sutil pressa

Os segundos andam bem devagar
Na quieta espera dos minutos solitários
Com horas tendendo sempre atrasar
Na ânsia eterna de olhos ordinários

Eu não sei mais o que estou sentindo
Onde fagulhas de gelo estão emergindo
E inundam sorrateiramente minha mente

Fagulhas em tantas avenidas cruas
Criando raízes em todas essas ruas
Na invisibilidade desse meu presente


© Palavras constroem e destroem

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